Em janeiro de 1913 o arcebispo de Salvador comunicou oficialmente a notícia da criação da diocese de Ilhéus, conforme registro feito por Silva Campos:

Tendo sido elevado à categoria de freguesia o curato de São José de Itabuna, e achando-se concluída a respectiva igreja matriz, quiseram os paroquianos que a solenidade da benção do novo templo e da leitura da portaria arquiepiscopal da dita elevação fossem presididas pelo próprio prelado diocesano, D. Jerônimo Tomé da Silva que, acedendo ao convite, ali se achou na manhã de 23 ficando edificada a população com as cerimônias inéditas que testemunhou. De volta para a capital, encontrava-se o arcebispo a 28 em Ilhéus, e aí, nessa data, nomeou uma comissão para angariar óbolos destinados à formação do patrimônio do bispado de Ilhéus, cuja criação pleiteava, composta do cônego vigário José Evaristo de Gois Bittencourt, coronéis Antônio Pessoa, Misael Tavares, Ramiro Ildefonso de Araújo Castro e Domingos Adami de Sá, e doutores João Mangabeira e José Júlio de Brito.

Em 20 de outubro de 1913, o papa Pio X, mediante a bula “Majus animarum bonum” (Para o maior bem das almas) criou as Dioceses de Barra, Caetité e Ilhéus, desmembradas da Arquidiocese de São Salvador da Bahia.

Compreendia 28 paróquias, algumas pertencentes às antigas capitanias de Ilhéus e Porto Seguro. Na época contava com 14 sacerdotes, além de 2 ou 3 frades no convento de Cairú, para atender toda a região do sul da Bahia.

Hoje fazem parte da Diocese de Ilhéus as paróquias: São Jorge dos Ilhéus (1556); Nossa Senhora da Assunção de Camamu (1570); São Miguel da Barra do Rio de Contas (1718), hoje Itacaré; São Sebastião de Marau (1718); Nossa Senhora da Escada de Olivença (1758); Santo André (1758), hoje Ituberá; Nossa Senhora das Dores de Igrapiuna (1801). A paróquia de Barcelos foi suprimida e é uma comunidade da paróquia de Camamu.