A Unidade vivenciada em Cristo nosso Senhor

Somos parte do corpo de Cristo, que é Uno e Trino. Pois em sermos elencados como únicos de um só Deus, Pai e Criador. Somos em si unidade. Como podemos chamar de irmãos, pessoas que não nasceram de nossa mãe? Oh! Que eloquente cristantade, quando vivemos na mesma unidade cristã una e trina.

O bem maior indicado por Nosso Senhor Jesus Cristo, com a mais bela plenitude da unidade de fé e amor, aconteceu ao semear as Bem Aventuranças reduzidas e formatadas no mandamento do amor (Mt 22,37-40) uma visão e vivência do Reino de Deus aqui na terra. A sua prática é explicitada quando ele determina: “Dou-vos um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisso todos conhe­cerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” (Jo 13,34-36). Nesse propósito encontramos a Unidade plena. A plena Unidade do amor. A busca desse amor nos é lembrada por nosso Pai Criador quando nos enviou Seu filho para nascer em uma terra distinta que recebia diversos povos em Nazaré.

Hoje sempre nos encontramos em meio a unidade construídas pelo bem comum. Mas não é essa “unidade”. A verdadeira unidade nos é apresentada como elo familiar e filial do Deus Pai e Criador junto a Seu filho Jesus Cristo que veio e tornou-se nosso irmão e amigo intimamente ligado. Indiferente a raça, credo e principalmente particularidades alusivas a sua vivencia ou cultura, vida ou sobrevida, caminho, desafetos… “A raiz da comunhão é o amor de Cristo, que nos faz superar os preconceitos vendo nos outros um irmão e uma irmã a amar sempre. Deste modo, descobrimos que os cristãos de outras confissões, com suas tradições, sua história, são dons de Deus presentes nos territórios das nossas comunidades diocesanas e paroquiais.” disse nosso Papa Francisco. Mas essa vivência cristã é uma unidade? É essa unidade?

Cristo instaurou sua igreja como um único caminho com o mesmo impulsionamento de voltar a viver com nosso Pai no Reino preparado para esse fim.

Semente cristã não é religião, não é credo, não é fé. Semente cristã vem de uma verdade explicita na verdade e compreensão de contínua fé e existência junto a Divindade do Cristo nosso Rei e Senhor. Ele próprio disse: “Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (Jo 15,5) Ou seja, é uma semente construída do aconchego familiar que compõe essa parábola descrita por Cristo. Nessa comunhão familiar cristã reitera a unidade proposta por Deus e o Papa Francisco que nos lembra: “é essencial que os cristãos continuem o caminho rumo à unidade plena e visível”.

Localizar a unidade cristã em meio às diversidades de profissões de fé, presentes nessa unidade tem-se que se compreender claramente esta “unidade”. Hoje a compreensão humana sobre unidade causa embaraço só de olhar para o diferente e o incompleto como “irmão”. A perfeição surge quando se faz a unidade. Onde um completa o outro. Mas a verdade exposta pela realidade não é vista assim. Ela se apresenta como proposta de unidade de se reunir, discutir e formar ações em conjunto onde na verdade o conceito unidade nos chama a uma qualidade ou um estado, não uma ação em conjunto.

 A vida realmente cristã se baseia no acolher do seu filho Jesus, o Cristo pleno de Unidade Trina (Pai, Filho e Espírito Santo) que nos faz seguidores e parte do Seu “Corpo Igreja”: “Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um, de sua parte, é um dos seus membros.” (I Cor 12,27), elevando nossa unidade cristã. Uma Unidade que nos faz seguir os Seus propósitos de unidade por Seu exemplo e Sua posição como “Cabeça do Corpo da Igreja” que somos nós.

Lembremo-nos de que nossa comunhão fraternal vem do acolhimento da paternidade de Deus e sua extensão afetiva a todos os seus filhos como fio condutor Daquele que nos vem para unir por meio do seu amor e divindade, Jesus. Segundo o nosso Papa, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 2021, tem como objetivo “Invocar de Deus o dom da unidade a fim de superar o escândalo das divisões entre os fiéis a Ele”. E nos encoraja a “juntos, sem nunca nos cansarmos, continuar a rezar para invocar a Deus o dom da plena unidade entre nós cristãos”.

 

Artigo: Rosângela Barbosa de Souza (MLR Rosângela)
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