Plano de Pastoral Diocesano

“Uma Igreja em estado permanente de missão”

 

OBJETIVO GERAL

EVANGELIZAR

no Brasil cada vez mais urbano,

pelo anúncio da Palavra de Deus,

formando discípulos e discípulas de Jesus Cristo,

em comunidades eclesiais missionárias,

à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres,

cuidando da Casa Comum e

testemunhando o Reino de Deus

rumo à plenitude.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

1. Anunciar a alegria do Evangelho (Palavra e Pão)

2.Formar discípulos missionários (caridade e missão)

3.Testemunhar com nosso exemplo, cuidando da Casa Comum

 

INTRODUÇÃO

Jesus Cristo é o enviado do Pai para anunciar o Reino de Deus. Confirmados pelo Espírito, os apóstolos começaram a anunciar. Essa responsabilidade missionária chega a nós hoje.

Através da imagem da CASA, criar lar, família-casas de comunhão: É criar laços de fraternidade que constroem com gestos simples, diários e que todos podemos realizar.

Há necessidade da Igreja se fazer presente nos lugares onde as pessoas vivem.

Essa casa é a comunidade eclesial missionária: portas abertas que acolhem e portas abertas para sair em missão. Comunidade e missão são como dois lados da mesma moeda. A comunidade eclesial autêntica é, necessariamente, missionária e toda missão se alicerça na vida de comunidade.

Juventude

Abrir-se à escuta dos jovens e permitir-lhes dar sua contribuição à comunidade, ajudando-a a abrir-se a novas possibilidades e fazer-se perguntas inéditas. A Igreja vê na juventude uma enorme força renovadora. Assegurar a participação dos jovens em todo processo de evangelização.

A comunidade eclesial missionária é sustentada por quatro pilares: Palavra–Pão–Caridade-Ação Missionária.

  • PALAVRA–Iniciação à Vida Cristã e Animação Bíblica;
  • PÃO–Liturgia e espiritualidade;
  • CARIDADE–Serviço à vida plena;
  • AÇÃO MISSIONÁRIA –Estado permanente de missão.

Trata-se de pôr a missão de Jesus no coração da Igreja.

Pilar da Palavra: Iniciação à Vida Cristã e

Animação Bíblica da Vida e da Pastoral

“Eles eram perseverantes no ensinamento dos apóstolos” (At 2,42)

“Todo esse processo de iniciar alguém na fé cristã supõe um encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo, proporcionado de forma privilegiada pela celebração da Palavra de Deus e pela leitura orante (VD, n. 65)” (Doc. CNBB 109, n. 88).

Prioridade: Formação centrada na Palavra e em vista da implantação do Projeto Diocesano de Iniciação à Vida Cristã com inspiração catecumenal.

Linhas de Ação:

  • Valorização da Palavra em encontros e celebrações.
  • Revitalizar os Círculos Bíblicos.
  • Círculos Bíblicos em família.
  • Incentivar e promover a Leitura Orante da Palavra de Deus individual e em grupo, realizando oficinas e criando grupos de estudos bíblicos.
  • Implementar o que indica o Projeto Diocesano de IVC e realizar o Encontro de Catequese de Iniciação Cristã (ECIC) no Zonal.
  • Homilias bem preparadas, centralizadas na Palavra de Deus e no tempo litúrgico que está sendo
  • Produção de subsídios para os Círculos Bíblicos fora dos meses temáticos Articulação diocesana para agentes de Círculos Bíblicos.
  • Formação bíblica nas comunidades.

Pilar do Pão: Liturgia e Espiritualidade

“Eles eram perseverantes (…) na fração do pão e nas orações”. (AT 2,42)

“A comunidade eclesial, como casa que nutre seus filhos, é sustentada pela oração. Na comunidade de fé cultiva-se uma verdadeira vida de oração, enraizada na Palavra de Deus…” (Doc. CNBB 109, n. 95).

Prioridade: Formação e vivência litúrgico-espiritual 

Linhas de Ação:

  • Resgatar a centralidade do domingo como Dia do Senhor.
  • Intensificar a catequese sacramental e celebrar frequentemente o perdão e a misericórdia do Senhor no Sacramento da Penitência e Unção dos Enfermos.
  • Implantar e investir na formação dos ministros da Palavra, da Eucaristia, Exéquias e Acolhida.
  • Promover a formação para coroinhas.
  • Cultivar a consciência de pertença e participação na Comunidade e na Liturgia.
  • Resgatar a autêntica piedade popular, na comunidade, em vista da evangelização.
  • Evitar intitulação das Missas.

Pilar da Caridade: serviço à vida plena

“Eles eram perseverantes (…) na comunhão fraterna” (At 2,42)

“Na fé cristã, a espiritualidade está centrada na capacidade de amar a Deus e ao próximo” (Doc. CNBB 109, n. 102), “em uma postura de serviço, diálogo, respeito à dignidade da pessoa humana, defesa dos excluídos e marginalizados, compaixão, busca da justiça e do bem comum, e cuidado com o meio ambiente” (Doc. CNBB 109, n. 104).

Prioridade: Formação para a vivência da caridade 

Linhas de Ação:

  • Organizar cursos e incentivar o estudo da Doutrina Social da Igreja nas paróquias da Diocese.
  • Revitalizar as pastorais sociais.
  • Celebrar a Semana Nacional da Vida, dando destaque ao dia do nascituro.
  • Incentivar a participação e promover o acompanhamento dos representantes católicos leigos nos conselhos municipais
  • Manter as portas dos templos sempre abertas, promovendo uma pastoral da acolhida formada por pessoas dispostas e preparadas para acolher através da escuta e da atenção às suas necessidades.
  • Atenção às pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade social e aos moradores de rua, expostos cotidianamente a inúmeras formas de violência.
  • Ser presença e sinal de solidariedade nas periferias de nossas pequenas e grandes cidades cujos “limites” vão se ampliando na medida em que aumenta o empobrecimento da população.
  • Celebrar com atenção especial, o dia mundial dos pobres.

Pilar da Ação Missionária: estado permanente de missão

“Passando adiante, anunciava o Evangelho a todas as cidades” (AT 8,40)

“Um mundo cada vez mais urbano, embora possa assustar, é, na verdade, uma porta para o Evangelho… A missão é intrínseca à fé cristã… supõe um anúncio explícito da Boa-Nova de Jesus Cristo… a comunidade necessita se inserir ativa e coerentemente nos novos areópagos ….” (Doc. CNBB 109, n. 114,115,116,118)

Prioridade: Formação e atuação missionária permanente.

Linhas de Ação:

  • Criar nas paróquias o Conselho Missionário Paroquial (COMIPA) e fortalecer o Conselho Missionário Diocesano (COMIDI).
  • Promover formação permanente voltada para a ação missionária: fundamentos, métodos, conteúdos etc.
  • Planejar, realizar e avaliar os projetos de ação evangelizadora: que eles de fato aconteçam e não sejam esquecidos pelo caminho.
  • Organizar a ação missionária/evangelizadora na paróquia, por setores.
  • Fomentar e incentivar a participação da juventude nas ações missionárias e pastorais, ouvindo-os e acompanhando.
  • Promover a Infância e Adolescência Missionária (IAM), a Família Missionária (FM) e a Juventude Missionária (JM).

Organização:

As linhas de ação dos 4 pilares serão desenvolvidas ao longo dos 4 anos de vigência do Plano Pastoral (2020-2023):

ANO VOCACIONAL DIOCESANO

Objetivo: Incrementar uma cultura vocacional na diocese: despertar, sensibilizar, incentivar, animar, valorizar e rezar pelas vocações religiosas, sacerdotais e laicais na vida da Diocese.

Abertura: 06 de março de 20120 – Encerramento: 07 de fevereiro de 2021

CONCLUSÃO

 

O objetivo deste Plano diocesano de pastoral é ajudar a nossa Diocese de Ilhéus a responder aos desafios evangelizadores num mundo e num país cada vez mais urbanos, como Povo de Deus a caminho do Reino, processo enraizado na mística e espiritualidade cristã.. O Plano destaca de modo especial a importância das comunidades eclesiais missionárias, com imagem da Casa, sustentada por quatro pilares: palavra, Pão, Caridade e Ação Missionária.

Não se trata de inventar um programa novo. Ele já existe. Mas é preciso traduzi-lo em orientações pastorais ajustadas às condições de cada comunidade.

            Sob a proteção de Nossa Senhora da Vitória e de São Jorge a Igreja de Ilhéus se coloca confiante de que este Plano cumpra a função para o qual foi elaborado, e sirva de instrumento para manifestar a alegria do Evangelho a todos os corações, especialmente os sofridos e desesperados. Toda a nossa ação evangelizadora pressupõe uma atitude de discípulo para escutar o Mestre, na certeza de que “se o Senhor não construir a casa, em vão trabalham dos que a constroem; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia aquele que a guarda” (Sl 127/126,1)

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